Como funciona o embolsamento de grãos: do recebimento ao silo-bolsa

Uma operação de embolsamento eficiente começa muito antes de o primeiro grão entrar na bolsa.É necessário definir local, organizar equipamentos, preparar a logística de chegada do produto e dimensionar a capacidade necessária.Quando essas etapas funcionam em conjunto, o silo-bolsa pode se tornar uma importante ferramenta de armazenagem temporária na propriedade. Etapa 1: o grão sai…
Armazenagem de Grãos
9 min

Uma operação de embolsamento eficiente começa muito antes de o primeiro grão entrar na bolsa.
É necessário definir local, organizar equipamentos, preparar a logística de chegada do produto e dimensionar a capacidade necessária.
Quando essas etapas funcionam em conjunto, o silo-bolsa pode se tornar uma importante ferramenta de armazenagem temporária na propriedade.

Etapa 1: o grão sai da colheitadeira

Depois de colhido, o produto precisa deixar o tanque da máquina sem provocar interrupções.
Normalmente, carretas graneleiras são utilizadas para realizar o transbordo e manter a colheitadeira trabalhando.
A partir daí, o material pode seguir para caminhão ou diretamente para uma estrutura de armazenagem.

Etapa 2: transporte até o ponto de embolsamento

A localização do silo-bolsa interfere na logística.
Se o ponto estiver muito distante, a propriedade cria um ciclo longo para as carretas.
Se estiver mal posicionado, pode dificultar a futura retirada.
Por isso, a escolha precisa considerar tanto o dia do embolsamento quanto o momento em que o silo será aberto.

Etapa 3: recebimento

Grandes operações podem utilizar um equipamento intermediário.
O DC400 possui uma moega dimensionada para receber descarga direta e trabalha com capacidade de até 300 toneladas por hora. Jorge Máquinas Agrícolas
Quando integrado ao funil de uma embolsadora Jorge, permite configurar a descarga simultânea de dois equipamentos.
Isso pode reduzir espera nos momentos de maior chegada de produto.

Etapa 4: alimentação da embolsadora

A embolsadora recebe o grão e conduz o produto para o interior da bolsa.
A alimentação precisa manter fluxo compatível com a capacidade do conjunto.
Na EG450, o funil 2 × 3 foi projetado para alto fluxo e a rosca possui capacidade de embolsamento de até 450 t/h. Jorge Máquinas Agrícolas

Etapa 5: controle do enchimento

O silo-bolsa precisa ser formado adequadamente.
O sistema de frenagem ajuda a controlar o deslocamento da máquina e o estiramento da bolsa.
Na EG450, esse sistema utiliza freio a disco e painel lateral que permite ajustes durante a operação. Jorge Máquinas Agrícolas

Etapa 6: término da bolsa

Quando uma bolsa é concluída, inicia-se o processo de preparação da próxima.
Esse intervalo pode ser significativo quando repetido diversas vezes durante grandes operações.
A EG450 possui configuração que possibilita preparar duas bolsas simultaneamente.
Assim, a próxima pode estar posicionada para reduzir o intervalo entre ciclos. Jorge Máquinas Agrícolas

Etapa 7: vedação e monitoramento

Depois de concluído o embolsamento, começa a armazenagem propriamente dita.
O produto precisa estar em condição adequada e a bolsa deve permanecer íntegra.
Estudos científicos sobre armazenagem hermética demonstram que temperatura e teor de umidade são fatores relevantes para a conservação. SciELO
Inspeções devem fazer parte da rotina.

Etapa 8: extração

Meses depois, todo o processo precisará ser revertido.
A bolsa é aberta e uma extratora recolhe os grãos.
A EXG100 oferece capacidade de até 150 toneladas por hora. Jorge Máquinas Agrícolas
Para operações de maior demanda, a EXG250 chega a até 300 toneladas por hora. Jorge Máquinas Agrícolas
Dimensione entrada e saída
Esse ponto é muitas vezes ignorado.
Uma operação pode embolsar milhares de toneladas rapidamente e só depois perceber que a capacidade de extração disponível é inadequada ao cronograma de comercialização.
O planejamento precisa considerar os dois sentidos:
entrada no silo-bolsa e saída do silo-bolsa.

Qual é o melhor equipamento?

Depende do fluxo.
Para saber, levante:

  • toneladas colhidas por dia;
  • pico de produção por hora;
  • capacidade dos transbordos;
  • quantidade de caminhões;
  • capacidade necessária de armazenagem;
  • número estimado de bolsas;
  • velocidade desejada de extração.

Esses dados permitem definir se a operação exige uma configuração de maior capacidade ou se uma estrutura menor já atende adequadamente.
Sistema completo de silo-bolsa
A Jorge Máquinas desenvolve equipamentos para diferentes etapas:
DC400 — recebimento e descarga;
EG420 e EG450 — embolsamento;
EXG100 e EXG250 — extração.
Essa integração permite projetar o sistema olhando para toda a movimentação dos grãos, em vez de escolher cada máquina isoladamente.
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