Perdas na colheita de soja: onde acontecem e como reduzir?

Um produtor pode olhar para uma lavoura altamente produtiva e imaginar que o resultado já está garantido.Mas entre a planta e o tanque graneleiro existe uma etapa capaz de transformar parte desse potencial em desperdício: a colheita.As perdas acontecem por diferentes razões.E tentar corrigi-las sem descobrir sua origem pode levar a ajustes desnecessários. Quanto pode…
Tecnologia na Colheita
10 min

Um produtor pode olhar para uma lavoura altamente produtiva e imaginar que o resultado já está garantido.
Mas entre a planta e o tanque graneleiro existe uma etapa capaz de transformar parte desse potencial em desperdício: a colheita.
As perdas acontecem por diferentes razões.
E tentar corrigi-las sem descobrir sua origem pode levar a ajustes desnecessários.

Quanto pode ser perdido?

A Embrapa utiliza como referência um nível de perda de até uma saca de 60 kg por hectare na colheita mecanizada da soja. Acima desse valor, existe indicação de desperdício que merece investigação. Embrapa
Pense no efeito em escala.
Uma saca adicional perdida em 2.000 hectares representa 2.000 sacas que não chegam ao armazenamento.
É por isso que pequenas diferenças por hectare se tornam relevantes em grandes áreas.

Quais são os tipos de perdas?

A Embrapa divide as perdas em três categorias principais:

  1. perdas antes da colheita;
  2. perdas nos mecanismos de corte e alimentação;
  3. perdas nos mecanismos internos da colheitadeira. Embrapa

Essa classificação ajuda a descobrir onde agir.
Perdas antes da colheita
Alguns grãos já podem estar no chão antes da máquina passar.
Nesse caso, eles não devem ser atribuídos automaticamente à colheitadeira.
É importante medir as perdas naturais para separar corretamente cada origem.
Perdas na plataforma
A plataforma é um dos pontos mais críticos.
Documentos técnicos da Embrapa destacam que grande parte das perdas associadas à regulagem ocorre nos mecanismos de corte e alimentação. Infoteca Embrapa
É nesse momento que entram fatores como:

  • velocidade;
  • altura de corte;
  • regulagem do molinete;
  • velocidade periférica do molinete;
  • alimentação;
  • estado das plantas.

A velocidade interfere?

Sim.
Velocidade excessiva pode aumentar perdas.
A Embrapa recomenda avaliar constantemente o resultado da máquina e ajustar a velocidade às condições reais da lavoura. Em materiais técnicos atuais, a instituição cita faixa de 4 a 6,5 km/h como referência operacional para determinadas condições, sempre subordinada ao nível de perdas observado. Portal DXP
Isso significa que a maior velocidade possível não é necessariamente a velocidade mais produtiva economicamente.
Umidade também interfere
A Embrapa informa que a colheita entre aproximadamente 13% e 15% de umidade dos grãos tende a minimizar problemas relacionados a danos mecânicos e perdas.
Acima dessa faixa aumentam riscos de danos latentes; abaixo de 13%, cresce a suscetibilidade à quebra. Embrapa
Portanto, condições da cultura mudam ao longo do dia e podem exigir ajustes.

Como medir as perdas?

A Embrapa desenvolveu um método volumétrico conhecido como copo medidor.
Depois da passagem da máquina, uma área é delimitada e os grãos remanescentes são coletados.
O volume permite estimar a perda por hectare. Embrapa
Isso transforma uma impressão subjetiva — “parece que está perdendo pouco” — em um número.
E o número permite tomar decisão.

Plataforma Draper pode influenciar?

A forma como o material é transportado depois do corte interfere na alimentação da colheitadeira.
Plataformas convencionais utilizam predominantemente helicoide.
Sistemas Draper utilizam correias.
Um estudo conduzido em lavoura comercial comparou os dois sistemas e encontrou diferenças nas perdas de grãos de soja entre plataforma convencional e Draper nas condições experimentais avaliadas. Periódicos UNEMAT
O resultado é relevante, mas precisa ser interpretado corretamente.
Não significa que toda Draper sempre apresentará determinado percentual de redução.
Operador, cultivar, relevo, umidade, velocidade e regulagem continuam influenciando.

E se o produtor já possui uma plataforma caracol?

Comprar uma plataforma nova não é a única alternativa.
O UPDraper JM possibilita transformar determinadas plataformas caracol em sistema Draper.
A tecnologia substitui o transporte por caracol pelo sistema de correias e preserva componentes originais importantes, incluindo barra de corte, sensores, caixa de navalha e flutuação. Jorge Máquinas Agrícolas
Alimentação uniforme também importa
O UPDraper utiliza esteiras laterais e central, defletores e rotor alimentador para criar um fluxo contínuo.
A ideia é reduzir picos de alimentação e fornecer massa de forma mais regular para a colheitadeira. Jorge Máquinas Agrícolas
Isso não substitui regulagem correta.
Ao contrário: tecnologia e regulagem precisam trabalhar juntas.

Como reduzir perdas na prática?

Crie uma rotina durante a safra:
1. Meça as perdas antes da passagem da máquina.
2. Meça depois da plataforma.
3. Meça as perdas totais.
4. Identifique onde estão concentradas.
5. Ajuste apenas o sistema relacionado ao problema.
6. Faça nova medição.
Esse processo evita trabalhar por tentativa e erro.
Perder menos é produtividade
Reduzir perdas não significa necessariamente colher mais hectares por hora.
Em alguns casos, pode signific ajustar a operação para que uma parcela maior daquilo que já foi produzido chegue ao tanque.
Tecnologias como o sistema Draper entram nessa discussão justamente porque atuam em uma etapa crítica: corte e alimentação.
Para conhecer o UPDraper Jorge Máquinas e consultar aplicações para sua plataforma, acesse jorgemaquinas.com.br.

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